quarta-feira, 23 de maio de 2018

Tio Rex na FNAC


Horário: 21h
Evento: 26 maio
Localização: FNAC Évora

​​Tio Rex, também conhecido como Miguel Reis, é um cantautor Setubalense que, recorrendo a delicadas composições de guitarra e munido de uma voz grave, tem vindo a construir o seu próprio imaginário autobiográfico, que, de disco para disco, vai ganhando novos capítulos e abordagens alusivas ao mundo que o rodeia. 

Organização: Departamento de comunicação Fnac
Entrada Livre​

Évora perdida no Tempo - Fonte das Portas de Moura


terça-feira, 22 de maio de 2018

Theodore /\ SHE


Horário: 23h
Evento: 24 maio
Localização: Sociedade Harmonia Eborense

​Theodore Polychronopoulos, um jovem promissor da música internacional grega chega este mês ao nosso país. De dia 24 a 30 de maio, será possível assistir à sua performance ao vivo, em vários pontos de Portugal. ​O multi-instrumentista e compositor alia a voz à sua musicalidade e nesta multiplicidade torna a sua performance singular. Nas suas criações funde a composição clássica com elementos eletrónicos e a sua escrita com um criativo espetáculo de luzes. O contraste presente nas suas performances torna-as​ memoráveis para quem as assiste. 

Organização: Sociedade Harmonia Eborense
Apoios: Câmara Municipal de Évora | Super Bock

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Évora perdida no Tempo - Aqueduto e Torrinha - Demolidos


domingo, 20 de maio de 2018

Solar da Oliveira


Nas antigas terras realengas da Valeira, obtidas por escambo com a vila da Vidigueira, instituiu o arcebispo de Braga D. Martinho de Oliveira, eborense muito ilustre e antigo cónego da sua Sé, segundo cédula testamentária lavrada no convento dos frades menores de S. Francisco de Lisboa, em 13 de Agosto de 1286, o Morgadio da Oliveira. Foi seu primeiro administrador Pedro Pires de Oliveira, irmão do prelado, o qual fora mestre do príncipe D. Afonso, futuro rei D. Afonso IV, distinto erudito e embaixador nas cortes de Roma e de Espanha. No ano de 1397 o vínculo personificado no ex-alcaide de Évora Álvaro Mendes de Oliveira, exilado e ao serviço de Castela, foi confiscado por D. João I e entregue a Rodrigo Álvares Pimentel, cavaleiro dedicado à causa nacional. 

A propriedade (anexa, ulteriormente, com mais terras à herdade de Sobrados, outro morgado fundado pelo Bispo de Lamego D. Rodrigo de Oliveira, irmão do instituidor da Oliveira), nos últimos anos do reinado de D. Manuel pertencia ao fidalgo Martim Afonso de Melo de Miranda e era gerido por Henrique da Mota, que nela recebeu, muitas vezes, os infantes D. Henrique e D. Duarte, na sua juventude, como se sabe através da obra biográfica deste último príncipe feita por Mestre André de Resende. Nos meados do séc. XVII era governado pelo morgado Luís Francisco de Oliveira e Miranda, casado com D. Luísa de Távora, fundadora do Convento de Cardais, de Lisboa, em 1681. Presentemente, é património dos Saldanhas Zuzarte Figueira e Sousa, Condes de Rio-Maior. Do primitivo solar pouco subsiste de interesse arqueológico, porque nos meados do século passado, em hora infeliz, um herdeiro determinou o alindamento e modernização do palácio (obra que ficou incompleta por motivos desconhecidos), mascarando completamente o edifício com alienação da veneranda construção rústica de antanho. 

Do pouco que não foi destruído, destacam-se alguns portados de granito: um de ogiva chanfrada, que deita para o pátio do corpo principal (lado norte), de desenho e características quatrocentistas, sobrepujado pela pedra de armas dos actuais donatários, de mármore; outras portas dos tipo românico e gótico no rés-do-chão, aquela arquitravada e de impostas do período decadente, obstruídas; alguns cunhais de cantaria lavrada, restos de escadas exteriores e várias salas do piso térreo cobertas por tectos nervurados, de aresta viva, apoiados em mísulas grosseiramente esculpidas. A escada, que comunica com os pisos altos é antiga e do sistema mediévico, correndo no endossamento da parede, com caixa de aberturas chanfradas mas modificada nas obras recentes. Antecede o pátio solarengo, para a banda do ocidente, robusto e alto muro de alvenaria recoberto no cornijamento por friso de merlões do estilo manuelino, no qual se abre amplo e rústico portado de pedra facetada, de configuração rectangular, sotoposto a pequeno nicho desornado do padroeiro, quiçá S. Martinho ou Santo António, este último, orago da capela. Abre-se esta no topo sul da mesma frontaria, no prolongamento do lamentável pavilhão moderno, com dupla faceira de janelas de arcos lanceolados, e conserva o antigo portado exterior, de vergas e lintel graníticos entre possantes contrafortes de alvenaria. Sobranceiro, vetusto e poético cruzeiro marmóreo. Curioso capitel românico, octogonal, de granito, com 50 cm. de alto, ornamentado por pinhas estilizadas e folhas de parra, servindo de assento, subsiste na entrada do templete, denunciando quão imponente seria a primitiva construção de tal fragmento decorativo. 

A capela, de uma nave de planta rectangular, está ligada ao paço através da tribuna dos donatários, aberta com três arcos de lanceta, de colunas dóricas. Tem tecto de penetrações e todo o interior foi completamente renovado nos fins do séc. XIX. Na parede fundeira do coro, em tela de factura medíocre, expõe-se o retraio pintado a óleo do fundador, D. Martinho de Oliveira, segundo cópia de 1783 da galeria da Catedral de Braga, com a particularidade documental de mostrar a personagem segurando uma planta panorâmica do solar da Oliveira, interessante, sobretudo, pelo debuxo que deu origem à desastrosa modificação da centúria passada. Muito pobres são os dois altares colaterais, dedicados a S. Luís e a Santo António, abertos em nichos nas paredes, sendo a imagem deste boa peça de madeira estofada e dourada, do séc. XVII. 

Ao lado subsiste modesta caixa de esmolas, figurada pela pintura popular de S. Martinho. Bom exemplar de arquitectura clássica, embora de traça provincial, é o presbitério, cronografado de 1567, de pórtico rectangular aberto por arco de volta redonda, com aduelas almofadadas e armorejadas de símbolos da casa e apoiado sobre colunas dórico-toscanas, de granito, A cúpula, de secção ovóide, está igualmente decorada por tabelas brasonadas, de estuque. O retábulo do altar compõe-se de preciosa tábua pintada a óleo, de c.ª 1560, de temático da Assunção da Virgem, muito carregado de vernizes por restauro hodierno do pintor Carlos Reis, mas do maior interesse pictural, com intenso movimento de personagens e delicioso rancho de anjos músicos e cantores. O painel, que mede de altura 2 m x larg. 1,20 m., manifestamente peça barroca do maneirismo flamengo, pertence ao núcleo oficinal eborense dessa época. 

O Padre Eterno, predela sobrepujante, também pintado sobre madeira e emoldurado com pilastras estriadas, do estilo jónico, completa o conjunto do altar, além das imagens correntes do Calvário e Santo António, de lenho policromo e N.ª S.ª do Rosário, antiga, mas de roca. Dos estimados jardins do solar, perdidos actualmente, existem restos de alegretes, fontes e cascatas, uma grande taça gomeada, de granito, pináculos e vasto tanque lajeado, ornamentado com leão de pedra no rebordo, servindo de gárgula, e outros vestígios artísticos de uma opulência que a história largamente assinalou e os homens deixaram perder. 

BIBL. Cónego Abel M. Ferreira, Archivo Eborense - Secção Extraías, pág. 55; António Francisco Barata, Évora e seus Arredores, págs. 29-31; Túlio Espanca, Património Artístico do Concelho de Évora, págs. 96-99. 

Carminho, Virgem Suta, Linda Martini e os eborenses ATOA na Feira de S. João


A fadista Carminho que se notabilizou, entre outras músicas, pela interpretação de "Perdoname", com Pablo Alborán, através do qual se tornou na primeira artista portuguesa a atingir o número um do top espanhol, e os eborenses ÁTOA, autores dos sucessos Já Não, Distância ou Um Pouco de Sol, são alguns dos artistas que irão atuar da Feira de S. João deste ano, que irá realizar-se de 22 de junho a 1 de julho, juntamente com os bejenses Virgem Suta ou Linda Martini.atoa (1).jpg

Carminho, que atualmente anda em digressão mundial com os discos "Canto" e "Carminho canta Tom Jobim", irá atuar no palco principal da Feira de S. João no dia 27 de Junho (quarta-feira), enquanto os "filhos da terra" irão apresentar os álbuns Sem Noção e Idade dos Inquietos, dois dias antes, ou seja segunda-feira, 25 de Julho.

Subordinada ao tema "A Paz e os 100 anos do Armistício", a Feira de S. João 2018 contará ainda com as atuações, no palco do Jardim Público, da Orquestra de Jazz de Évora (dia 24), Samuel Úria + Daniel Catarino (dia 26), Linda Martini (28), Homenagem a Francisco José /Orquestra do Alentejo (29), Júlio Pereira + Jon Luz (30) e Virgem Suta (01). Dia 23 de junho está agendado um encontro de Ranchos Folclóricos com: Flor do Alto Alentejo; Fazendeiros de Montemor-o-Novo; e Grupo de Danças e Cantares Pioneiros de Vendas Novas.

A edição deste ano da Feira de S. João contará, em paralelo, com as comemorações do 66º Aniversário da Força Aérea, estando previstas inúmeras iniciativas.

Em termos de ordenamento, a Feira de S. João apresentará como novidade a deslocação do espaço desportivo para a frente do Monte Alentejano, que contará com um ecrã gigante para a visualização dos jogos do Mundial de Futebol, e a chamada "rua dos sapatos" deixará de existir tal como a conhecemos até hoje. Os vendedores deste tipo de mercadoria ficarão situados no interior do Rossio de S. Brás.

No recinto da feira estará ainda patente ao público uma exposição especialmente dedicada aos 100 anos do armistício.

http://www.cm-evora.pt/pt/Evora-Noticias/arquivo/Paginas/Carminho,-Virgem-Suta,-Linda-Martini-e-os-eborenses-ATOA-na-Feira-de-S--Jo%C3%A3o.aspx

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Porquê ler os clássicos hoje?


Horário: 16h30
Evento: 19 maio
Localização: À da Maria Mercearia - Rua do Cano, 37

​A cultura ocidental, herdeira natural da antiguidade greco-romana encontra nos clássicos dessa época os primeiros passos para a reflexão do papel do homem na sociedade e no mundo, servindo de modelo para a escrita literária ao longo da História. De Homero a Dante, Shakespeare, Cervantes, Camões, Tolstoi ou Fernando Pessoa, todos constroem a partir dessa fonte original, um manancial de obras consideradas universais que alicerçam a nossa cultura levando-nos a viajar pelo seus mundos, que se tornam muitas vezes o nosso mundo. Falar da literatura clássica é falar sobre a oralidade, o verso e a palavra escrita. Dos livros que lemos ou ainda gostaríamos de ler, dos momentos de prazer que nos proporcionam, das lições de vida que deles colhemos, do enriquecimento do nosso processo de socialização na partilha de um bem comum dado que os clássicos são sempre atuais.​

O Projeto ENTRE LINHAS, dinamizado mensalmente por Maria Eduarda Sousa, Ivone Girbal e Vicente de Sá, pretende cruzar as dimensões culturais dos recantos das diversas artes e das suas manifestações na sociedade em geral, num dinamismo significativo de opiniões e saberes entre os seus participantes. Intenta, também, recuperar o espírito de tertúlia na qual a partir de uma provocação a conversa fluía espontaneamente

Organização: Projeto Entre Linhas
Contacto: 956561434​

Évora perdida no Tempo - Fonte das Portas de Moura


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Autarcas querem três paragens no distrito de Évora da futura ferrovia Sines/Caia


Os presidentes dos municípios do distrito de Évora defenderam hoje a criação de três plataformas de cargas e descargas no seu território da futura linha ferroviária de mercadorias entre Sines e a fronteira do Caia, perto de Elvas.

Numa tomada de posição enviada hoje à agência Lusa, o conselho intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), composto pelos 14 autarcas do distrito de Évora, propôs a criação de paragens em Évora, Vendas Novas e na zona dos mármores.

A existência de uma plataforma em Évora foi considerada pela CIMAC como de "importância fundamental", pela sua centralidade e por apresentar "um conjunto significativo de indústrias, onde se destacam as fileiras aeronáutica, tecnológica e da agricultura".

Os autarcas apontaram ainda a necessidade de se criada uma paragem em Vendas Novas para servir as indústrias da cidade, mas também devido à "posição estratégica" do concelho, que "permitirá a ligação entre a linha férrea do norte com a nova infraestrutura".

A CIMAC assinalou ainda "a relevância para o setor das rochas ornamentais" de uma plataforma na zona dos mármores, que abrange os concelhos de Estremoz, Borba e Vila Viçosa, para "dinamizar a comercialização e expedição rápida e eficaz dos produtos da extração e transformação de mármore".

Nesta posição, o conselho intermunicipal da CIMAC alertou para "a necessidade imperiosa de inscrever os subprodutos resultantes da extração de mármore da região nas especificações técnicas dos cadernos de encargos" para a construção da nova ferrovia, designadamente no que se refere ao enrocamento.

A CIMAC vai enviar a sua posição para os grupos parlamentares, ministros do Planeamento e das Infraestruturas, da Economia e do Ambiente e para a empresa Infraestruturas de Portugal (IP), entre outras entidades.

De acordo com a IP, o troço da nova linha ferroviária, entre Évora e a fronteira do Caia (Elvas), distrito de Portalegre, que integra o Corredor Internacional Sul, terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova, em via única eletrificada sobre plataforma para via dupla e preparada para receber a bitola europeia.

O projeto é apoiado por fundos comunitários através do programa Mecanismo Conectar Europa, ao abrigo de contratos de cofinanciamento com comparticipações que variam entre 40 e 50%.

A nova ferrovia entre Évora e a fronteira de Caia custará, ao todo, nos próximos anos, mais de 500 milhões de euros.

A obra de construção da nova linha deverá começar até março de 2019 e a conclusão está programada para o primeiro trimestre de 2022, num custo de 509 milhões de euros (quase metade provenientes de fundos europeus), segundo o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

O Plano Ferrovia 2020, que promove as ligações com Espanha e a modernização dos principais eixos ferroviários, engloba, no total, um investimento superior a dois mil milhões de euros, dando especial destaque ao transporte de mercadorias e ao transporte público de passageiros.

https://www.dn.pt/lusa/interior/autarcas-querem-tres-paragens-no-distrito-de-evora-da-futura-ferrovia-sinescaia-9350654.html

Comemoração do Dia Internacional dos Museus


Horário: 17h
Evento: 18 maio
Localização: Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida
​​
O tema proposto pelo ICOM para a celebração do Dia​ Internacional dos Museus em 2018 coloca-nos sob o signo da hiperconectividade. Sabendo que vivemos num imenso hipertexto, o que fazemos são permanentes ligações à rede de saberes que ligam tradição, património e criação contemporânea, num diálogo pleno de desafios face aos modos de pensar o passado, equacionar o futuro e viver o presente. São esses os desafios que este programa apresenta:

17h00
VISITA GUIADA à exposição WAH! (We Are Here!)
Com o curador José Alberto Ferreira
Centro de Arte e Cultura
Participação gratuita mediante inscrição prévia*

18h00
CONCERTO com Diana Combo
'Desacordo'
Diana Combo apresenta em estreia uma performance que combina sons gravados, a partir das recolhas existentes, com intervenções ao vivo de percussão e voz. Entre tradição e invenção, um concerto que se inscreve em profundidade nas nossas redes de saberes.
Centro de Arte e Cultura, jardim tardoz
Entrada livre

21h30
VISITA GUIADA ao Paço de São Miguel
Páteo de São Miguel
Participação gratuita mediante inscrição prévia*​

Organização: Fundação Eugénio de Almeida
Contactos para informações e marcações: 266748300/350 | servicoeducativo@fea.pt​
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mensagens populares

Recomendamos ...